quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Atletas mirins do Tocantins fazem bonito em competição de futebol
Nesta quarta, 25, a categoria 2000 (atletas que têm em média 11 anos) deu show de bola em sua primeira participação no evento, vencendo o time anfitrião - Lavína (SP) com resultado final de 2 a 0, destacando o Tocantins e revelando o potencial dos atletas mirins. A próxima rodada acontece na quinta, 26, na cidade de Valparaíso (SP), contra a equipe do Paraná.
De acordo com a organização do evento (http://www.domboscopromotion.com/competicoes.php?id=46) vários "olheiros" - caçadores de talentos - estão presentes no evento.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A crise do Palmas FR – Final
domingo, 22 de maio de 2011
A crise do Palmas FR – 3ª Parte
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A crise do Palmas FR – 2ª Parte
A crise do Palmas FR – 1ª Parte
terça-feira, 17 de maio de 2011
A chantagem social!
Mandarim, escolas de futebol e a educação no Brasil
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Políticas públicas voltadas ao esporte e sua repercussão social
Entender o que é esporte e como devem ser geridas as políticas públicas voltadas ao esporte nos faz o valorizar mais e, principalmente, ver que administração do esporte seja a nível municipal, regional, estadual ou federal é muito mais do que dar dinheiro a clubes, uniformes a equipes de veteranos ou patrocinar o transporte a desportistas quando de competições fora de sua localidade. Esporte é tão importante quanto, educação, segurança e saúde; pois as políticas voltadas ao esporte refletem diretamente no resultado destes três setores além de outros de vital importância.
Para tratarmos do assunto vamos passar a uma breve introdução sobre políticas de atenção ao esporte. Em nível público administrativo o esporte deve estar escalonado da seguinte maneira: Esporte educativo-recreativo, Esporte como ferramenta de apoio a saúde populacional e Esporte de rendimento. Logo, a planificação da ação a ser executada pelo poder público deve levar em conta tais princípios e, o mais importante, na referida ordem de prioridade. Sendo assim não podemos ser coniventes com grandes subsídios ao esporte de rendimento e praticamente nada ao esporte educação-lazer e ao esporte saúde, que acaba sendo o quadro predominante no país. Esporte é direito de todos e não apenas de um pequeno grupo. Esporte é uma expressão social do povo como um todo.
Agora que temos claro o norte de uma política esportiva de qualidade vamos ao processo de implantação e execução de tais parâmetros em sinergia com nosso modelo social. Em primeira instância cabe ao gestor publico criar um ambiente propicio a prática do esporte educativo-lazer. Medidas como aquisição e cessão de material esportivo à escolas do ensino fundamental e médio; igual medida voltada as escolas esportivas geridas por líderes comunitários; dotar de infra estrutura esportiva áreas verdes como praças, parques, quadras, vestiários, salas, campos, etc; apoiar a formação de monitores esportivos comunitários; promover festividades e competições esportivas de integração locais e entre localidades. No âmbito esporte saúde podemos dizer que as primeiras medidas já geram impacto sobre esta área também, podemos então acrescentar ações como programas de orientação esportiva para jovens e adultos, tais como escolas esportivas para crianças e jovens, programas de atividade física orientada por profissionais de educação física como as sessões de ginástica para terceira idade em praças esportivas públicas, interlocução (troca de informações) com autoridade sanitária local a fim de desenvolver programas de orientação física para grupos de risco como grupos de atividade física por solicitação médica voltada à pacientes em tratamento preventivo ou ativo, da hipertensão por exemplo.
Quanto ao esporte rendimento é dever do administrador público gerir programas que tragam retorno social. Ao apoiar um determinado atleta do judô, por exemplo, quando este atleta atingir um nível elevado de resultados será sua conquista um catalisador para que mais crianças e jovens ingressem na prática esportiva desta modalidade; porém de nada adiantará isto se a gestão pública não tiver dotado de uma estrutura mínima para absorver tal demanda. Um programa de apoio ao esporte de rendimento não pode ser simplesmente a transferência de recursos econômicos como forma de patrocínio de atletas ou entidades, deve o gestor promover ações formativas tanto de profissionais que são e serão os agentes de formação de atletas, assim como promover eventos esportivos de alto nível em sua localidade. Criação de centros de alto rendimento é outro passo deste processo e, uma vez mais, isto será facilitado se existir previamente ações esportivas citadas nas áreas de esporte educação/lazer e esporte saúde. Dotar de recursos entidades de rendimento para que construam infra-estruturas capazes de gerar renda e acabe com dependência do estado por parte de clubes e entidades. Programas de intercambio e gestões especializadas buscando atrair expertos em modalidades esportivas também serão de grande valia.
No Brasil de hoje mais pessoas estão tendo acesso a itens não acessíveis ao brasileiro pobre até alguns anos atrás logo, mais refrigerantes, doces e frituras estão chegando à mesa dos brasileiros e isto já se reflete no aumento da população obesa no país. Em breve estes números se transformarão em aumentos dos custos com saúde no país, que por sinal já vive um caos. Os jovens de hoje passam mais tempo na rede mundial de computadores, jogam mais jogos eletrônicos e há cada vez menos espaços verdes e a educação física escolar agoniza; muito cedo veremos mais e mais jovens caindo nas “garras” das drogas, na violência, mais casos de bullying acontecerão; e isto demandará mais gastos com segurança pública. Há uma maior demanda por profissionais em vista do crescimento do país, mas há uma alta escassez de mão de obra qualificada, pois apesar de haver mais escolas e mais oportunidades de ingresso nas universidades há uma crise de valores na juventude que faz com que aumentem os números da evasão escolar e um baixo índice de aprendizagem. A educação em valores é uma das maiores contribuições que o esporte traz a sociedade. Ao promovermos o esporte estamos promovendo justiça social, ascensão e surgimento de líderes positivos que servirão de modelo para que a juventude seja impulsionada a seguir e se esforçar mais e mais em busca da excelência assim como seus ídolos.
Se você é pai, se está insatisfeito com saúde, segurança e educação do país, se não vislumbra uma saída a curto prazo para a crise de valores que vivemos no Brasil, se está assustado com o avanço das drogas, se não entende como um país rico de recursos como o Brasil ainda passa por dificuldades “africanas”; talvez valha a pena levar adiante esta discussão, pois tenho convicção que não encontrará outra saída que reúna velocidade de ação e resultado, baixo custo e, já que estamos em tempos de sustentabilidade e responsabilidade social, seja tão benéfica sem gerar nada de agressão social ou ecológica.
domingo, 15 de maio de 2011
Talento – Formando engenheiros do futebol!
Há algum tempo desejo escrever sobre talento no futebol brasileiro. Enquanto espero os clássicos do futebol regional espalhados pelo país, um fato extra me motivou a escrever e elucidar, sob minha ótica, a questão “talento” no contexto do trabalho de formação nas escolas de futebol e nas categorias de base do futebol tupiniquim. Recebi um comentário em meu último texto! Convenhamos que alguém se prestar a ler meus textos já é muita presunção de minha parte, mas que ainda se dê ao trabalho de comentá-lo é realmente surrealismo. Devido a tamanha felicidade e súbita inflação de ego, escreverei para meus leitores sob talento; não meu talento, mas dos atletas de futebol brasileiros.
Tudo seria mais fácil, e profissional, no trabalho de formação de atletas, se os gurus (treinadores) do futebol brasileiro se dessem o trabalho de ler. Não estou falando de nenhuma publicação inovadora baseada em uma pesquisa norueguesa, publicada em mandarim; estou falando do dicionário, ou como dizia minha professora de português da sétima e oitava séria o “amansa burro”. Segundo o dicionário, a palavra talento significa aptidão invulgar (natural ou adquirida); engenho. Esta definição nos leva a primeira certeza quando conversarmos com os gurus da bola novamente, a de que ao justificarem que os jogadores de futebol que chegarão ao alto rendimento são aqueles que simplesmente tenham talento. Poderemos, neste momento, devido a nossa descoberta, questioná-los se talento não é algo que se pode adquirir? Não é o seu (do treinador) trabalho ensinar, através de métodos de treinamento, os atletas levando-os a adquirirem o tal “talento” necessário para chegar ao alto nível?
sábado, 14 de maio de 2011
Joss Stone e o talento do futebol brasileiro
O Soul é um estilo de música originário dos Estados Unidos que nasceu do rhythm and blues e do gospel durante o final da década de 50 e início da década de 60 entre os negros. Durante a mesma época, o termo soul já era usado nos EUA como referência ao afro-americano, como “soul food” (comida de negro). Esse uso apareceu justamente em uma época de vários movimentos de liberalismo social, tanto com a revolução dos jovens com uso das drogas, como movimentos anti-guerra e anti-racial. Por conseqüência, a música soul nada mais era do que uma referência a música dos negros, independentemente do gênero. Como não sou consultor musical não vou me estender muito no assunto, apenas acrescentando que o movimento da música soul pertence definitivamente aos Estados Unidos.
Joscelyn Eve Stoker, nascida em 11 de abril de 1987 em Dover, Kenti; Inglaterra, do signo de Áries como eu, conhecida por seu nome artístico Joss Stone é uma loira linda, além de grande cantora e compositora. Joss viveu boa parte de sua vida em Ashill, Devon, também na Inglaterra. Esta talentosa cantora vendeu mais de 10 milhões de álbuns em todo o mundo. Ela foi premiada pela RIAA (Recording Industry Associations of America) com disco de platina por Mind, Body & Soul, e disco de ouro por The Soul Sessions e Introducing Joss Stone.
Acho que você já sabe qual é o estilo musical que Joss Stone canta certo? Isso mesmo, Soul music. Isso deveria fazer-nos pensar como é possível que uma mulher branca, inglesa e de apenas 24 anos faça tanto sucesso com um estilo musical que a um primeiro olhar, e a um segundo também, nada tem a ver com jovens, ingleses e brancos?! Isto só acontece porque no meio musical, que privilegia sempre a criatividade, os descobridores de talento estão sempre abertos a novas e inovadoras possibilidades sem se apegar a estereótipos. O futebol brasileiro está vive, basicamente, do surgimento de novos talentos, mas é incrível como os descobridores de talento e os treinadores de escolas de futebol e categorias de base insistem em traçar modelos prontos para atletas de futebol, decidindo quem está apto e quem não está. O pior de tudo é que o modelo seguido pelos “magos” da bola no Brasil é a antítese do que vendemos ao mundo. Os gurus não estão abertos a nada de diferente; pra você ser jogador de futebol no Brasil a fórmula, de acordo com os magos da bola, é a seguinte: Pobre (muito pobre mesmo, tipo sem ter o que comer em casa); Grande como nazistas alemães (não sei se os nazistas eram grandes, mas sempre tive a imagem na cabeça de que os nazistas eram grandes); Ignorantes, pois atleta que estuda não é bem visto pelo grupo (muito menos pelos treinadores), acho que é um certo medo de que os atletas se expressem melhor que os treinadores e comecem a questioná-los; Ruivos não são aceitos. Já rompemos a barreira entre brancos e negros, mas definitivamente os ruivos não são aceitos no futebol, tendo como argumento a pergunta retórica: você já viu algum ruivo ser bom jogador? Definitivamente existem outras receitas “infalíveis” que regem a receita do atleta ideal para jogar futebol, mas a Joss Stone parou de cantar por aqui então vou nessa!
Aproveitemos para refletir sobre quantos “Joss Stone´s” nós já perdemos por causa de nossos gurus do futebol tupiniquim? Robinhos, Ronaldinhos, Neymares, pra não falar do Kuyt, Crouch e Cruyff; este último devido a sua inteligência no Brasil seria impedido até de jogar pelada na calçada!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Os fundamentos técnicos do futebol e seu treinamento
Em minhas apresentações sobre metodologia de treinamento tenho abordado uma proposta onde treinamos isoladamente os fundamentos técnicos através de exercícios que levem o atleta/aluno a experimentar e ambientar-se nas diferentes situações que se apresentarão durante um jogo de futebol e aplique diferentes soluções (técnica) para resolver as exigências do exercício, assim como durante um jogo oficial de futebol. Posso dizer que o objetivo é dar a criança/aluno a mais variada vivencia possível de elementos técnicos que serão necessários para jogar futebol tecnicamente bem. O que me surpreende é que na maior parte das vezes que interajo com algum treinador/professor descubro que eles desconhecem os elementos técnicos individuais, suas variações e muito menos o porquê treiná-los. É como se um professor de matemática não soubesse somar, subtrair, multiplicar e dividir.
Atualmente vejo muitos “gurus” do futebol preocupados discutindo táticas do futebol, mas não encontro ninguém preocupado com a técnica do futebol, sendo que isto antecede qualquer desenvolvimento tático. Para que fique claro gosto de dizer que Mourinho e Guardiola, mestres da tática, não teriam emprego se não fosse a técnica de seus jogadores. Mourinho joga um futebol baseado na defesa e na ligação direta ao ataque (chamamos isto de futebol direto), enquanto Guardiola joga um futebol com base em toque de bola e muita movimentação (futebol combinativo). Nenhum dos esquemas de jogo sobreviveria se não houvesse executores de alto nível técnico, pois ao lançar uma bola da defesa ao campo ofensivo é necessário, além do entendimento tático, um excelente passador e um jogador com domínio e condução aliado a velocidade, sem falar de dribles e chutes precisos ao concluir. No Barcelona de Guardiola bastaria um equivoco de passe para que a equipe catalã perdesse todas suas partidas, sem falar que devido a sua constante movimentação é comum vermos volantes concluindo e atacantes defendendo, tudo isto é possível graças ao elevado nível técnico de seus jogadores. Ao contrário do que possa parecer a maioria do jogadores a disposição de Mourinho e Guardiola são oriundos de equipes de base européias, pois as escolas sul americanas são pobres em formação de atletas.
Os elementos técnicos fundamentais, que todas as escolas de futebol e as categorias de base dos clubes deveriam dedicar algo como 90% do seu tempo de trabalho de campo, são divididos da seguinte maneira:
• CONDUÇÃO
• DOMÍNIO DE BOLA
• PASSE
• CHUTE
• JOGO DE CABEÇA
• DRIBLE
• TÉCNICA INDIVIDUAL DEFENSIVA
• TÉCNICA INDIVIDUAL OFENSIVA
Para cada elemento técnico existem variantes de execução. Desenvolver um sistema de treinamento que induza o aluno/atleta a experimentar e aperfeiçoar cada um deles é o trabalho que, em teoria, deveria ser executado em escolas de futebol e categorias de base para que somente depois de dominado completamente pelos atletas inserirmos conceitos táticos mais avançados. De maneira utópica, digamos que uma equipe fizesse o trabalho técnico como deve ser feito garanto a todos que ensinando apenas a regra do jogo e o hábito de atacar e defender em grupo (transições) teríamos uma equipe imbatível até os juniores.
Treinamento da técnica do futebol nas escolas de futebol do Brasil...
Em meus novos tempos de Brasil resolvi assessorar uma escola de futebol particular repassando aos professores aquilo que observei, estudei, aprendi, desenvolvi e apliquei em meus anos de futebol europeu. É impressionante que nós brasileiros realmente acreditemos no fato, inverídico, de que somos o país do futebol. Se fosse assim todos os professores do mundo viriam ao Brasil aprender o nosso “segredo” evento que não procede. Uma das maiores maldades e injustiças sociais e esportivas são cometidas pelos “mestres” do futebol brasileiro que se dizem verdadeiros gurus descobridores de talento e, como se não bastasse, também determinam quem não é ou será capaz de praticar esportes, em especial o futebol. Estes pseudo-gurus são justamente os treinadores/professores de futebol que trabalham com milhares de jovens e crianças todos os dias e tem a missão de ensinar futebol à elas.
Não há no Brasil nenhuma publicação sobre um modelo de treinamento que ensine e potencialize os fundamentos técnicos do futebol, estamos entregues ao acaso e a bondade divina, que em única instancia, é a quem cabe nos enviar Neymares, Ronaldinhos e Lucas. As escolas de futebol, assim como as categorias de base, desenvolvem seus trabalhos de maneira extremamente desmotivados, pois afinal eles não servem para nada (o trabalho), pois estamos, literalmente, nas mãos de Deus. Por outro lado a maioria dos jogadores europeus, de grandes equipes são oriundos das escolas de futebol, pois por lá eles não confiam em Deus. Não digo que as nações européias não sejam cristãs, aliás, o Vaticano está em solo europeu, mas, assim como eu, por lá eles crêem que Deus está preocupado com temas mais importantes do que a formação de jovens jogadores.
Tratemos agora sobre o que estou trabalhando junto aos professores da escola de futebol, que comentei no inicio do texto, que ofereço serviço de coaching. Meu trabalho pode se entender por unificação de um plano anual de treinamento da técnica de futebol através de um programa desenhado através de sessões de trabalho (treinos) divididos em elementos técnicos fundamentais ao jogo de futebol e suas variantes. Somamos a isso introdução a tática individual e coletiva e educação de valores, que afinal estão presentes no esporte de um modo geral, contribuindo para a formação de jovens desportistas como e quanto cidadãos.
De um modo geral as escolas de futebol não estão preocupadas em formar atletas, tampouco os clubes se preocupam com isso, logo teremos um quadro de aniquilação precoce de talentos esportivos e sacrifícios morais que levam, em última instancia, ao surgimento de Brunos, por exemplo; e adultos frustrados com o esporte de um modo geral. Não tenho nada, absolutamente nada, contra os professores de escolas de futebol e/ou os treinadores de futebol das categorias de base dos clubes brasileiros, aquilo que me ofende e preocupa muito é o fato de uma boa parte destes professores/treinadores simplesmente não querem aprender nada de novo a fim de contribuir para a formação do atleta e do individuo através de seu trabalho junto aos jovens.
sexta-feira, 19 de março de 2010
LISCA...
Sou fã do Lisca, Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi que por último estava no Porto Alegre equipe de minha cidade que pertence a família Assis Moreira. É claro que eu como treinador de futebol tenho muitas referencias como técnicos consagrados ou não, lembro que aprendi muito com Eugênio Lopes ex zagueiro do Pelotas e do Grêmio, com o Ernesto Guedes, com o Guilherme Macuglia, Suca, Roberto Marchetti, Julinho Camargo, Celso Roth, Eduardo, entre inúmeros outros que tive a oportunidade de trabalhar junto ou de assistir de perto seus trabalhos e métodos. Estudo a fundo todos os aspectos do trabalho do José Mourinho, do Felipao, quando posso converso com o Luxemburgo que hora e outra está visitando o estado onde vivo atualmente; tenho na figura de meu professor e orientador atual uma grande referencia, se chama Ricardo Mendoza um argentino radicado a mais de 20 anos na Espanha; enfim posso falar de muitos treinadores, mas o treinador que eu realmente admiro é o Lisca. Existem coisas que só Lisca consegue fazer, revelar jogadores é com ele, fazer jogador jogar muito mais do que é capaz é com ele também, levantar equipes, inovar em conceitos táticos, entre inúmeras outras facetas ele faz!!!
Me lembro que com meus 16 anos já sabia que queria ser treinador de futebol, alguma coisa me dizia que não tinha o talento necessário para jogar futebol profissionalmente, mas sabia também que entendia daquele jogo muitas coisas que não estavam necessariamente ligadas aos 90 minutos de uma partida, mas que definiam um jogo muito mais que o Joao de Deus definia no Passo D´areia pro Zequinha (Joao de Deus foi centro avante do São José de Porto Alegre que carinhosamente é chamado de Zequinha). E com esta juventude toda que sempre que podia pegava o ônibus Camaquã e descia no Beira Rio só pra ver os treinos do LIsca eu naquela época dirigia os juvenis do SC Internacional, me recordo que também assistia os treinos do Evaristo de Macedo no Grêmio, mas no Internacional não assistia nenhum treino do profissional só assistia o Lisca.
Houve um ano em que os juniores do Internacional disputavam o quadrangular final do campeonato gaúcho e não estavam muito bem, necessitando vencer os dois próximos jogos para sagrarem-se campeões. Lembro que me coloquei abaixo da janela do vestiário onde estavam os jogadores e fiquei escutando o LIsca dar uma palestra a grupo e, para minha surpresa não escutei um treinador falando ao seus comandados com um ar de superioridade e soberba, mas sim um cara que falava a “língua” dos jogadores e que praticamente todo tempo não falou de futebol, falou de vida, de família, de valores, das armadilhas de estar em um grande clube e perder a concentração e, quando ouvi isto soube que se tratava de um treinador especial, pois o conhecimento não é nada sem bons homens para empregá-lo. Depois da palestra que durou mais de uma hora entraram todos ao suplementar do Beira Rio para treinar e presenciei uma atitude astuta deste mesmo Lisca que colocou um meia de ligação como centro-avante. Dois jogos depois Internacional Campeao Gaúcho e o jovem meia de ligação chamado para a pré-temporada com os profissionais, mas para atuar como atacante; o nome deste jovem? Nilmar... Sempre me pergunto se ele estaria onde está se o Lisca não tivesse aquela conversa, se não tivesse a coragem de metê-lo com atacante. A diferença entre o sucesso e o fracasso pode ser medida apenas em um detalhe.
Depois de alguns anos retornei a Porto Alegre e tive a oportunidade de conhecer e conversar pessoalmente com meu ídolo juvenil, hoje treinador profissional com alguns títulos mais na carreira. Emocionei-me ao ver que a genialidade, a loucura e a inteligência emocional para lidar com jogadores são as mesmas de mais de uma década atrás. Hoje vejo o Lisca muito mais que um simples treinador de futebol vencedor, mas um homem que leva consigo uma bandeira que nem sei se ele sabe que ela existe. O sucesso do Lisca será a vitória do profissionalismo e dos profissionais multidisciplinares que atuam dentro de uma equipe e um clube como gestor de pessoas e recursos. É verdade que o Lisca também é conhecido por rompantes de cobranças exacerbadas em seus jogadores e nos árbitros durante os jogos, é verdade também que o Lisca não usa terno e gravata no campo, ainda assim sonho em ver o Lisca derrotando as ditas grandes figuras que trabalham em equipes de ponta do país do futebol, afinal é muito mais divertido ver a cara de incredibilidade de um treinador dentro de um terno Giorgio Armani ao ser derrotado pelo jovem (hoje não tão jovem) de jeans e camiseta. A capacidade de um profissional não pode ser medida pela roupa que veste mas sim pelo caráter de sua equipe.
Para finalizar desejo que o Lisca simplesmente vença e que descubra o quanto é importante a luta que ele está travando. De cá eu observo, torço muito e sigo esperando o grande dia dele, pois sei que no dia que isto acontecer nosso próximo encontro será em um campo de futebol cada um defendendo sua equipe. Sem falsa modéstia o Lisca é bom pra caramba e não é a toa que eu o tenho como modelo, mas sim porque minha meta é rivalizar com ele e não com os de terno e gravata e vazios de conhecimento. Mas que um time o Lisca leva uma geração atrás dele!!!
quinta-feira, 18 de março de 2010
"O prazer de acertar um chute no ângulo da goleira. Qualquer goleira. O que pode se comparar, na experiência humana? "
"O prazer de acertar um chute no ângulo da goleira. Qualquer goleira. O que pode se comparar,
na experiência humana? Ou na experiência humana de um brasileiro?"
* Luis Fernando Verissimo – Jornalista e escritor
Começa quando a gente é criança. Quando qualquer coisa - até o corredor da casa - é um campo de futebol e qualquer coisa vagamente esférica é a bola. Se é genético, não se sabe. Um brasileiro criado na selva por chimpanzés, quando se pusesse de pé, começaria a fazer embaixadas com frutas, mesmo sem saber o que estava fazendo? Não se sabe.
Nenhum prazer que teremos na vida depois, incluindo a primeira transa, se iguala ao prazer da primeira bola de verdade. Autobiografia: sou do tempo da bola de couro com cor de couro. A oficial, número 5. Ganhei a minha primeira com cinco ou seis anos. Ainda me lembro do cheiro. Depois de ganhá-la, você ficava num dilema: levá-la para a calçada e começar a chutá-la, ou preservar o seu couro reluzente? Uma bola futebol de verdade era uma coisa tão preciosa que se hesitava em estragá-la com o futebol.
Futebol de calçada. O tamanho dos times variava. De um para cada lado a 14 ou 15 para cada lado. Duração das partidas: até escurecer ou a vizinhança reclamar, o que acontecesse primeiro.
Nada interrompia as partidas. Ninguém saía. Joelho ralado, a mãe via depois. Gente passando na calçada que se cuidasse. Só se respeitava velhinha, deficiente físico e, vá lá, grávida. Os outros não estavam livres de ser atropelados. Quem mandara invadir nosso campo?
Comparado com calçada, terreno baldio era estádio. E terreno baldio com goleiras, então, era Maracanã. As goleiras podiam ser feitas com sarrafos ou galhos de árvore. Não importava, eram goleiras. Um luxo antes inimaginável.
O prazer de acertar um chute no ângulo da goleira. Qualquer goleira. O que pode se comparar, na experiência humana? Ou na experiência humana de um brasileiro?
Todos estes prazeres passam - com o tempo e as obrigações, com a vida séria, com a barriga - mas o amor pelo nosso time continua. Confiamos ao nosso time a tarefa de continuar nossa infância por nós. Passamos-lhe a guarda dos nossos prazeres com a bola. A relação com o nosso time é a única das nossas relações infantis que perdura, tão intensa e irracional quanto antes. Ou mais.
De onde vem isso? Que tipo de amor é esse? Um mistério. Dizem que no fundo é uma necessidade de guerra. De ter uma bandeira, ser uma nação e arrasar outras nações, nem que seja metaforicamente. Psicologia fácil. Não explica por que a pequena torcida do Atlético Cafundó, que nunca arrasará ninguém, continua torcendo pelo seu time. Talvez o que a gente ame no futebol seja o nosso amor pelo futebol. Isso que nos faz diferentes dos outros, que amam o futebol mas não tanto, não tão brasileiramente.
Ou talvez o que a gente ame seja justamente o mistério.
sexta-feira, 5 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Matéria que saiu no Ulster Gazette (UK)

New management at Holm Park
Thursday, 25 February 2010
A NEW management team has taken over the reins at Armagh City Football Club.
They are the highly-regarded Brazilian Thiago Dernadin and his experienced Costa Rican partner Luis Fernando.
Their appointment has paved the way to several South American and continental players joining the ranks of Armagh City Football Club - currently languishing at the foot of the Ladbrokes.com Division One Championship.
Several foreign players have already arrived in the city and will join up with first-team locals in a bid to avoid the drop this season.
All this is a prelude to a possible amalgamation between the Holm Park club and the Barclelona-based Fundacion Marcet - (Spanish Soccer School).
But, before everything is official, an Emergency Meeting of Armagh City FC members will have to be called to approve the proposed scheme.
The players from abroad have already been registered with the footballing authorities in Northern Ireland and everything is in place for their first league outing this Saturday, February 27, against Banbridge Town at Holm Park, Armagh, kick-off 3pm.
The following statement on the matter was released this week.
It reads, "Armagh City Football Club has agreed to collaborate with the Barcelona-based Fundacion Marcet in a project which will see the Championship One club benefit from the use of overseas coaches - as well as seeing the introduction of overseas players to the local game.
“It is hoped the experience will benefit both the local players, who will receive coaching alongside the more technically gifted overseas players, as well as benefiting the new players, who will be introduced to the more physically demanding style of our local game.
“As a result, Armagh City wishes to announce the appointment of Thiago
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Denardin and Luis Fernando as the new technical staff.
“Thiago is a fully qualified Brazilian coach and has coaching experience with International Porto Alegre, San Jose Porto Alegre, Fluminense, Sport Brasil, Tubarao, Tocantins, Araguaina, as well as the Fundacion Marcet International Programme.
“Luis is a qualified Costa Rican coach with experience with San Jose, Saprissa and the Fundacion Marcet International Programme,
“The club would like to place, on record, our thanks to Ivor McGucken and his assistant Marty Rice for all their hard work throughout this season.
“The lack of financial assistance the club has received meant the management was severely restricted in the progress they might otherwise have made.
“The club has already made a number of overseas signings in intends to make more in the future.
“Armagh City FC believes that this is the right time to take this bold step with Fundacion Marcet," the statement ends.
Matéria que saiu no American Chronicle
A Spanish football invasion is on its way to Armagh.
Championship club Armagh City have tied in to a long term deal with a Barcelona-based coaching academy which will see Brazilian and Spanish players and coaches at Holm Park.
The club have appointed Brazilian Thiago Denardin and his assistant Luis Fernando to take over all football duties from Ivor McGucken and in Tuesday night's Mid-Ulster Cup defeat by Annagh United, gave two young Brazilians a run out.
Armagh officials have been in talks for some time with the Marcet Foundation formed by former Real Madrid, Barcelona and Espanyol player Javier Marcet.
Renowned for his technical prowess, he was known as the 'Teacher' and took his technical skills to Marcet academies throughout the world.
There are no costs involved for City as the players who arrive in the Cathedral City will be paid for and kept by the Foundation, which is now run by Javier's son.
Nine players are expected to join Armagh in the coming weeks and already two have. A few players have already arrived and two have gained international clearance through the Irish FA.
Club secretary and vice-chairman John Hynds spent part of February in Spain with his 13-year-old son Christopher and was very impressed.
"We had a ball and so far they have delivered on everything they have promised. We see the whole programme being very beneficial to Armagh City and with the influx of overseas players combining with our current squad, we stand a chance of avoiding relegation to Championship 2 with 12 matches still to go."
City have not won a league fixture this season but it is the long term future which concerns the club which has struggled financially to keep players on board while at the same time, having a flourishing youth development programme.
"The owner of the Marcet Foundation sent his two daughters to Armagh Royal to learn English and then his son followed," continued John.
"The boy joined his local friends at our coaching programme and one day his father arrived to pick him up and we got chatting.
"There were a few raised eyebrows when he said he owned a foundation in Barcelona and then invited us over. It has all developed from that."
Committee member Aidan Murphy has described the link-up as a working partnership covering a period between six and 10 years.
"It is exciting and not mesmeric in the sense that we have weighed up the pros and cons. The club members have backed the programme and as far as running the club is concerned, everything stays as it is. There is no change in that and I think it is a case of them needing us as much as we need them," said Aidan.
"The big thing for them is giving their players the chance to develop their English and to experience the different nature of the British game.
"The players will be living in rented accommodation, paid for by the foundation and they will train and coach on a full-time basis. Technically the players are very good and they should be effective in helping us to bring our own youngsters through as we seek to build for the future."
City have found the going tough in the Championship since losing senior status with the advent of the 12-team Premiership.
However, there appears, now, to be a silver lining to their cloud.


